Perda
26/06/2009

Morreu ontem, em Los Angeles, Farrah Fawcett, que um dia foi Majors. Deixa o legado de sua beleza e de sua dignidade imperecíveis, mesmo perante a adversidade.
Novidade
07/05/2009
Retomei hoje as aulas de oficina literária com Charles Kiefer. Uma ausência de pouco mais de um ano não conseguiu apagar as boas memórias de outros três de presenças. A nova turma e o novo horário me deram a sensação de primeira vez. Não faz mal: como disse Gonzaguinha: “viver e não ter a vergonha de ser um eterno aprendiz.”
Largadão
07/05/2009
Ganhei um amistoso puxão de orelhas de meu colega Leonardo “Leo” Colucci por ter deixado este blog sem atualização por um bom tempo. Ele usou a palavra que dá título a este post para caracterizá-lo (o blog, não o post). Para usar uma expressão do boxe, do qual ele já deu mostras de ser fã: acusei o golpe. Assim, reassumo mouse e teclado e a bordo da boa e velha língua portuguesa (revestida agora de nova, inútil e cosmética reforma ortográfica) retomo a tarefa de postar o mundo que me vai pela ideia (eu gostava mais com acento agudo, mas que se há de fazer?).
Nós quem, cara pálida?
12/12/2008

A foto acima, capturada no Brique da Redenção, cerca de dois domingos atrás, palidamente reflete a tristeza sentida quando a cena é presenciada ao vivo. Descrevo-a tal como a vi e, principalmente, senti: crianças índias pobremente vestidas, cantando em sua língua nativa, mendigando, moeda a moeda, sua sobrevivência.
Considerando que são eles os descendentes dos verdadeiros donos desta terra, cabe-nos a vergonha pelo mal que fizemos.
Ironicamente, as camisetas que eles vestem são, na maioria, promocionais.
Roma locuta, causa finita.
16/11/2008
O que Chares Kiefer diz, na condição de patrono da Feira do Livro, não pode ser desconsiderado, aliás, deve ser muito bem pesado e assimilado. E o que ele disse você pode ler aqui. Mas o que ele disse não pode ser considerado apenas por ser a palavra do patrono. Há que levar em conta também as mais de duas décadas de oficinas literárias, o que certamente o preparou para identificar qualidade na palavra escrita. Assim, ao qualificar cinco obras como representantes da nova literatura gaúcha, ele está ressaltando não a qualidade do papel, a beleza da capa, as apresentações bem escritas. Acredito que ele está, na verdade, homenageando cada um de nós, os 14 autores das 5 obras.E ao mesmo tempo nos transferindo uma enorme responsabilidade. Sejamos dignos de ambas, a homenagem e a responsabilidade.
Palavra de patrono não se discute
11/11/2008
Trecho de entrevista de Charles Kiefer, concedida em 29 de outubro passado. O destaque em negrito na resposta é meu. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.
O que se espera com a publicação de coletâneas como “104 que contam”?
Charles Kiefer – Eu acho que a idéia dos 101, 102, 103 e 104 que contam é absolutamente generosa. Tem que ser meu aluno para entrar no livro e eu somente pergunto se ele quer mostrar o texto dele, esteja bom ou não. É democrático e aberto, para possibilitar que todos possam publicar. É lógico que só faço isso nessa coletânea, nas antologias tudo é trabalhado pacientemente. A última antologia que publicamos, que foi feita pela Editora Nova Prova, chamada de Inventário das Delicadezas, é um livro muito bom, uma das melhores antologias já publicadas no RS. E isso tem diferença, uma coisa é antologia geral onde o que vale é a vontade do novo autor em publicar e outra coisa é uma seleção para fazer uma boa antologia. Acho que esse é um processo, começamos publicando algumas coisas e depois chegamos à obra prima. O que não impede que dentro de uma obra de mais de 100 contos tenha muita coisa boa. A seleção dos 104 que contam foi um pouco mais rigorosa porque ela conta somente com alunos antigos meus, não são só novatos.
De onde saiu essa dinheirama toda, hein?
Mapa da feira
31/10/2008
Conforme o prometido, vai aqui o link pro mapa da Feira do Livro. A barraca da Nova Prova, a editora que nos boicota é a 122, em frente à entrada do Bistrô do Margs, próxima ao prédio do Banrisul. Vá até lá e peça o Inventário.
Peça o “Inventário” na Feira
30/10/2008
Estou me engajando na campanha Peça o Inventário na Feira. O inventário é o livro retratado aí em cima, ao lado do convite para o seu lançamento em São Paulo – o Manpituba não é e nunca será nossa fronteira final (o espaço talvez) – e que está sendo, digamos… negligenciado pela editora. Se você quiser participar da campanha, basta aparecer na barraca da Nova Prova – aguarde para breve, neste mesmo blog, mapa com a localização da nefanda – e pedir o Inventário das Delicadezas. Se conseguir adquiri-lo, faça-o. Você estará levando para casa o produto do esforço e do talento de dez escritores gaúchos que lhe oferecem boa leitura em troca de uns poucos “pilas”. Uma troca justa, convenhamos.
Finalmente, o reconhecimento
27/10/2008
O livro de capa alaranjada que o caro leitor deste blog vê, no centro da foto acima, é o Inventário das Delicadezas, obra a vinte mãos, dez cabeças, muito trabalho e algum talento. A madeira que o sustenta é parte da gôndola nobre de uma das maiores redes de livrarias do país, a Livraria Cultura. Estamos todos de parabéns: os autores Cristina Moreira, Daniela Langer, Emir Ross, Leila de Souza Teixeira, Leonardo Colucci, Lívia Petry, Luiz Ohlson, Nelson Rego, Paulo Juner e Valmor Bordin; sem esquecer, naturalmente, nosso mestre Charles Kiefer, organizador e incentivador permanente. Sim, temos uma editora, é claro. Mas ela procede como se não fizessemos parte de seu catálogo. Logo, não vejo porque promovê-la.

