Então, (só pra usar uma expressão paulistana – ou será paulista? – que serve de prolegômeno (agora eu si puxei!) pra qualquer manifestação) o lançamento foi um sucesso; o vinho branco perfeito (gaúcho, naturalmente); a infra e o pessoal de frente da Livraria da Vila eficazes e simpáticos; o ambiente acolhedor; as presenças honrosas e algumas delas até inesperadas, que a Dani já agradeceu.

A esticada, de leve que a idade já não recomenda excessos, na transada Mercearia, ali mesmo na Vila Madalena. Uma carne de sol e uma cerveja irrepreensíveis.

 

O sábado teve almoço na Liberdade, com música ao vivo (boas e más notícia;  boa: a mesa era junto ao palco; a má: o cantor); sushis, sashimis e quejandos. Pra coroar, um sorvete Melona.

Fechando o sabadão, uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, com a imperdível mostra sobre Machado de Assis.

Mas nada disso teria a alegria que teve, se eu não tivesse podido, para usar uma expressão bem nossa, “lamber a cria”, ou seja, reencontrar minha filha Marília.

 

A primeira metade do título deste post cumpre a minha promessa, feita no post do andar imediatamente abaixo, de que um relato mais detalhado se seguiria. 

A foto acima ilustra, à perfeição, a segunda metade, ou seja, o que vem depois do “ou”. 

Explico: nela (a foto) vemos – clockwise, né Cris? – Daniela “Primo Lucas” Langer, Emir “Catarina” Ross e Luiz “Coração de Menino” Ohlson – no caso, eu -, autores. Repare, ilustre leitor, no cidadão de feições orientais postado à minha frente, tendo ao lado uma senhora, possivelmente sua esposa, e que também tinha os olhos puxados, posso assegurar. O casal aproximou-se da mesa, quando então ele estendeu um exemplar do Inventário, pedindo educadamente um autógrafo, dizendo que estavam ali para o lançamento do livro de uma amiga e interessaram-se pelo nosso. O nome dele é Julio, acompanhado de dois sobrenomes nitidamente japoneses. O nome dela, não fomos educados o bastante para perguntar (ou será que seria sinal de má educação perguntar?). De qualquer maneira eles tornaram-se, para mim, pelo menos, o símbolo de todos os nosso leitores e justificaram, plenamente, tudo o que fizemos, estamos fazendo e viermos a fazer pelo nosso livro. Como disse sabiamente a Dani, naquele momento “ganhamos a noite”.

Ah! O momento mágico fotografado aconteceu quando o evento ia em meio, o que dá razão, mais uma vez, ao CK e justifica, plenamente, a segunda metade do título.

Não perdam (do verbo perder), breve neste blog, Nós em Sampa III, tratando das presenças não menos importantes que nos prestigiaram, do vinho branco, da carne de sol e da cerveja da Mercearia, do almoço com música ao vivo e do sorvete Melona na Liberdade, do Machado no Museu da Língua Portuguesa, e last but not least, das amizades reencontradas e das novas.