Ainda com pés de barro,
Percorre a casa dos dez.
Na cozinha o frio do jarro,
E uns doces que nunca mais.
No pátio, sucos e heróis,
E nenhuma cerca lá trás.

Era festa na dos vinte,
Onde acabara de entrar.
Na sala, luxo e requinte,
No quarto, sexo fugaz.
No pátio, onde era o herói,
Nenhuma cerca lá atrás.

Três outras atravessou,
Gravata a estrangular.
No quarto, que nem olhou,
Sexo e palavras sem paz.
No pátio, esquecidos heróis.
E nenhuma cerca lá atrás.

Hoje, naquela que habita,
Igual a tantas passadas,
Não sabe quem é a visita,
Que amargos doces lhe trás.
No pátio, mortos heróis.
E uma cerca lá atrás.

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