Laços de Família

30/09/2008

Esta foto, plena de significados para mim, registra uma reunião de família, lá pelos anos 50, para comemorar os 80 anos de minha bisavó pelo lado paterno, Murmur Sophia, a senhora de roupa escura sentada à frente do ramo de flores. Em pé, minha mão Alba, lúcida em seus 80 e tantos anos, meu pai, Robin, e meus tios, Osminto, Mario e Ingeborg, todos, inclusive meu pai, já falecidos. Minhas primas Vera e Eneida, meu primo Fernando, o Nando, recentemente falecido, meu primo segundo e padrinho Oscar e meu tio Henrique, este também já não mais entre nós. Sentados, minha tia Dagmar, a tia Dáma, já falecida, com minha prima Beth ao colo, minha bisa, como já disse, minha prima Suzana, minha tia Elvira, que para nós sempre foi a tia Ata, também falecida, com minha prima Liana no colo, minha prima segunda e madrinha Léa, com meu primo Ricardo no colo. À direita das flores,meu primo Paulo.

Leoi Streliaev, renomado fotógrafo gaúcho, diz que toda a foto é uma “cristalização do fugidio”. Nada mais verdadeiro. Quando olho aí pra cima, me dou conta que foram, quase todos, embora, fugindo do meu convívio. Resta-me, e é o preço que se paga pela idade que se tem, recordá-los, cristalizados em seus sorrisos ou sua sobriedade. Mas é dolorido, posso assegurar.

Ah! O garoto mais à esquerda, de camisa listrada, é meu primo Breno. Seu sorriso, que nunca deixou de acompanhá-lo, apagou-se precocemente. O menino que ele abraça, pasmem, sou eu.

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Filha

28/09/2008

Pra não dizerem – ela, principalmente – que só uma filha aparece no blog: Márcia.