O que Chares Kiefer diz, na condição de patrono da Feira do Livro, não pode ser desconsiderado, aliás, deve ser muito bem pesado e assimilado. E o que ele disse você pode ler aqui. Mas o que ele disse não pode ser considerado apenas por ser a palavra do patrono. Há que levar em conta também as mais de duas décadas de oficinas literárias, o que certamente o preparou para identificar qualidade na palavra escrita. Assim, ao qualificar cinco obras como representantes da nova literatura gaúcha, ele está ressaltando não a qualidade do papel, a beleza da capa, as apresentações bem escritas. Acredito que ele está, na verdade, homenageando cada um de nós, os 14 autores das 5 obras.E ao mesmo tempo nos transferindo uma enorme responsabilidade. Sejamos dignos de ambas, a homenagem e a responsabilidade.

Mapa da feira

31/10/2008

Conforme o prometido, vai aqui o link pro mapa da Feira do Livro. A barraca da Nova Prova, a editora que nos boicota é a 122, em frente à entrada do Bistrô do Margs, próxima ao prédio do Banrisul. Vá até lá e peça o Inventário.   

Estou me engajando na campanha Peça o Inventário na Feira. O inventário é o livro retratado aí em cima, ao lado do convite para o seu lançamento em São Paulo – o Manpituba não é e nunca será nossa fronteira final (o espaço talvez) – e que está sendo, digamos… negligenciado pela editora. Se você quiser participar da campanha, basta aparecer na barraca da Nova Prova – aguarde para breve, neste mesmo blog,  mapa com a localização da nefanda – e pedir o Inventário das Delicadezas. Se conseguir adquiri-lo, faça-o. Você estará levando para casa o produto do esforço e do talento de dez escritores gaúchos que lhe oferecem boa leitura em troca de uns poucos “pilas”. Uma troca justa, convenhamos.

O livro de capa alaranjada que o caro leitor deste blog vê, no centro da foto acima, é o Inventário das Delicadezas, obra a vinte mãos, dez cabeças, muito trabalho e algum talento. A madeira que o sustenta é parte da gôndola nobre de uma das maiores redes de livrarias do país, a Livraria Cultura. Estamos todos de parabéns: os autores Cristina Moreira, Daniela Langer, Emir Ross, Leila de Souza Teixeira, Leonardo Colucci, Lívia Petry, Luiz Ohlson, Nelson Rego, Paulo Juner e Valmor Bordin; sem esquecer, naturalmente, nosso mestre Charles Kiefer, organizador e incentivador permanente. Sim, temos uma editora, é claro. Mas ela procede como se não fizessemos parte de seu catálogo. Logo, não vejo porque promovê-la.

Então, (só pra usar uma expressão paulistana – ou será paulista? – que serve de prolegômeno (agora eu si puxei!) pra qualquer manifestação) o lançamento foi um sucesso; o vinho branco perfeito (gaúcho, naturalmente); a infra e o pessoal de frente da Livraria da Vila eficazes e simpáticos; o ambiente acolhedor; as presenças honrosas e algumas delas até inesperadas, que a Dani já agradeceu.

A esticada, de leve que a idade já não recomenda excessos, na transada Mercearia, ali mesmo na Vila Madalena. Uma carne de sol e uma cerveja irrepreensíveis.

 

O sábado teve almoço na Liberdade, com música ao vivo (boas e más notícia;  boa: a mesa era junto ao palco; a má: o cantor); sushis, sashimis e quejandos. Pra coroar, um sorvete Melona.

Fechando o sabadão, uma visita ao Museu da Língua Portuguesa, com a imperdível mostra sobre Machado de Assis.

Mas nada disso teria a alegria que teve, se eu não tivesse podido, para usar uma expressão bem nossa, “lamber a cria”, ou seja, reencontrar minha filha Marília.

 

A primeira metade do título deste post cumpre a minha promessa, feita no post do andar imediatamente abaixo, de que um relato mais detalhado se seguiria. 

A foto acima ilustra, à perfeição, a segunda metade, ou seja, o que vem depois do “ou”. 

Explico: nela (a foto) vemos – clockwise, né Cris? – Daniela “Primo Lucas” Langer, Emir “Catarina” Ross e Luiz “Coração de Menino” Ohlson – no caso, eu -, autores. Repare, ilustre leitor, no cidadão de feições orientais postado à minha frente, tendo ao lado uma senhora, possivelmente sua esposa, e que também tinha os olhos puxados, posso assegurar. O casal aproximou-se da mesa, quando então ele estendeu um exemplar do Inventário, pedindo educadamente um autógrafo, dizendo que estavam ali para o lançamento do livro de uma amiga e interessaram-se pelo nosso. O nome dele é Julio, acompanhado de dois sobrenomes nitidamente japoneses. O nome dela, não fomos educados o bastante para perguntar (ou será que seria sinal de má educação perguntar?). De qualquer maneira eles tornaram-se, para mim, pelo menos, o símbolo de todos os nosso leitores e justificaram, plenamente, tudo o que fizemos, estamos fazendo e viermos a fazer pelo nosso livro. Como disse sabiamente a Dani, naquele momento “ganhamos a noite”.

Ah! O momento mágico fotografado aconteceu quando o evento ia em meio, o que dá razão, mais uma vez, ao CK e justifica, plenamente, a segunda metade do título.

Não perdam (do verbo perder), breve neste blog, Nós em Sampa III, tratando das presenças não menos importantes que nos prestigiaram, do vinho branco, da carne de sol e da cerveja da Mercearia, do almoço com música ao vivo e do sorvete Melona na Liberdade, do Machado no Museu da Língua Portuguesa, e last but not least, das amizades reencontradas e das novas.

Nós em Sampa

25/09/2008

Da esquerda para a direita:

Sentados: Cris, Dani e Emir. Em pé, Leila e o que vos escreve.

Este post é só pra documentar. Aguarde para breve, neste mesmo blog, relato mais detalhado das intrépidas aventuras em terras paulistanas dos não menos intrépidos Inventariantes. Quem não estava lá não sabe o que perdeu.